“Entrei nesta casa, já de rosto e corpo cansado, mas esperei serena, pela minha vez…”

“Naquela altura, a ansiedade passou a tomar conta de mim. Um medo assoberbado! (Costuma-se dizer que só quem passa, é que sabe realmente o que é), e consequentemente colon irritável… já caminhando para a depressão. Aqui, também já os ansiolíticos eram presença diária na carteira… É um medo difícil de medir, porque apenas se sente (aqui pra nós, cheguei a ter medo de sair de casa, de parar num semáforo, de viajar, de ir até ali ao hipermercado, de …) Porque em algum momento, surgiram situações incongruentes, pelas quais me deixei levar. Porque as preocupações passaram a assumir um papel de destaque, e isso foi assustador. Porque a vontade passou a ser diminuta e porque ficar no meu espaço era o mais prazeroso que encontrava. Mas, acima de tudo, porque a mente se deixa alimentar deste medo, em que a qualquer momento me “posso sentir mal”. Porque menosprezei tudo isto… E tudo isto, representa perder muito doq ue está à minha volta, e muito! Mesmo muito! E torna-se numa batalha diária…

A psicoterapia tinha sido anteriormente um percurso já iniciado (tendo-me sido diasgnosticada Perturbação de Pânico com Agorofobia), e foi muito importante para encaixar as emoções e os pensamentos, para perceber o rumo qu eu estava a tomar, para me confrontar com o meu passado e… presente. Um percurso que implica vontade, querer e acreditar! Tal como a maioria dos percurso que enfrentamos.

Depois encontrei esta Casa (ali escondida na Solum) e foi como a “cereja no topo do bolo”. O dr. Diogo recebeu-me de sorriso simpático (tal como todos sempre me receberam). Percebi que no decorrer daquele frente-a-frente tudo era informação, mas masi do que isso, foi atenção e dedicação. Pediu-me que fizesse algumas sessões seguidas e nestas sessões, o foco era “eu”… tudo à volta é terapia, desde a luz, à música, aos cheiros, aos técnicos que trazem a acupuntura, o reiki e a massagme terapêutica. Depois… sente-se! Mais do que Ter é Sentir!

Hoje, a minha ansiedade, em nada se compara com aquela que me fez fraquejar tantas vezes,… também (e em grande parte) porque aceito, o antes e o agora! Já dizia Carl Rogers “quando me aceito a mim mesmo como sou, posso então mudar (…) Não nos podemos afastar do que somos enquanto não aceitarmos profundamento o que somos.” Ainda hoje, aqui volto, sempre que posso… é como se fosse um ponto de equlíbrio e de energia. Eu chamo-me Ana e sou psicóloga de profissão. Actualmente, não faço qualquer tipo de medicação, e vou… mesmo quando o medo decide alarmar. Mas foram precisos 10 anos para recnhecer, aceitar e querer, que precisava de deixar de… “deixar andar”… porque não temos as respostas para nós! E todo este percurso me fez sentido!

As coisas na minha vida têm de me fazer sentido!…
Faz 3 anos que conheci esta Casa… por isso, os meus Parabéns e o meu muito Obrigada!”

Ana Luísa

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